O Brasil também foi campeão fora de campo no Mundial Sub-17


Dentro de apenas 7 meses o Brasil teve que reconstruir, reformar e adaptar quatro estádios para receber as 24 seleções

Todo mundo já sabe que o Brasil se consagrou como tetracampeão do Mundial Sub-17 que se encerrou no último dia 17 de novembro. Porém, o que nem todos sabem é que o Brasil sequer ia disputar o Mundial, e que só conseguiu a sua vaga porque, o até então país-sede, Peru, desistiu de sediar o Mundial cerca de 8 meses antes do mesmo acontecer.

E foi à partir do dia 15 de março de 2019 que o Brasil começou a construir o seu legado no  Mundial Sub-17, tendo como o primeiro passo a ser tomado, a decisão das cidades-sedes e consequentemente os estádios que iriam receber os jogos, sendo escolhido então 3 cidades e 4 estádios: Kléber Andrade (Cariacica-ES), Bezerrão (Gama-DF), Serrinha (Goiânia-GO) e Pedro Ludovico Teixeira (Goiânia-GO).

A escolha desses estádios foram importante por diversos motivos, mas, principalmente porque nenhum desses estádios remanescente haviam recebido se quer um jogo da Copa do Mundo de 2014 ou da Copa América de 2019, fazendo com que esses novos investimentos ajudassem na reforma e na atualização de estádios da região Centro-Oeste do Brasil, que geralmente não são lembrados nos grandes eventos esportivos.

A INFRAESTRUTURA DOS ESTÁDIOS

Todos sabiam que, os 4 estádios que ficaram como sede do Mundial Sub-17 não tinham a estrutura necessária estabelecida pela FIFA para receber um evento deste porte, por isso eles foram atrás de um escritório de arquitetura para realizar as devidas adaptações, mas não um escritório convencional e sim, um com expertise dentro do esporte.

Assim, o COL – FIFA contratou a WIN Arquitetura Esportiva como um dos escritórios responsáveis pelo Mundial Sub-17, uma empresa com mais de 5 anos de atuação no mercado brasileiro, e que sua equipe já havia executado projetos nas Olimpíadas do Rio 2016 e na Copa América 2019.

Como principal responsabilidade, a WIN se encarregou de todo o projeto de overlay operacional, tendo como atribuições principais a criação do, projeto de infra-estrutura e arquitetura, estrutura temporária, gestão de 4 arquitetos pelo COL, montagem do evento, criação de área de mídia para mais de 60 profissionais, acompanhamento, execução e desmobilização de todas as áreas.

Para os 4 estádios, foram aproximadamente 2.100 m² de área construída de overlay, mais de 80 profissionais envolvidos diretamente na manutenção da infraestrutura temporária e cerca de 3.800 peças de mobiliário alugado para o uso durante a operação.

Ao todo, foram 100 dias de trabalho antes do pontapé inicial do Mundial, focando principalmente em garantir as duas principais fases das obras, que eram as de infraestrutura permanente, que deixaram um legado para os estádios, e também as estruturas temporárias, que eram necessária só para o evento e não fazia sentido serem permanentes, além do acompanhamento integral dos 23 dias de campeonato até a final.

Experiências como essas enriquecem e consolidam o esporte brasileiro, provando não só que somos capazes de receber grandes eventos, mas também, que temos aqui dentro a mão-de-obra necessária e qualificada para realizá-los.

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